Nos últimos três anos, a sociedade vivencia uma série de crises financeiras que corrompem grande parte do sistema econômico mundial. Isto se deve basicamente ao modo de organização globalizado que rege o mundo contemporâneo, em que há interação total entre potências geralmente motivadas pela ganância do capitalismo. Então, por serem interdependentes, toda ação adotada em uma destas conceberá conseqüências, positivas ou não, que podem alastrar-se por todo o planeta.
A crise Europeia ,por exemplo,originou-se a partir da ampla crise que ocorreu nos Estados Unidos no ano de 2008. Na tentativa de sanar os efeitos causados por esta, os governos dos países da União Europeia adotaram medidas precipitadas, que resultaram em vastas dívidas fazendo com que esta também entrasse em colapso.
A relação de dependência entre estados é tão grande que em questão de semanas uma grande potência, como a Grécia que é um dos países que mais sofreu com a crise, outrora um poderoso Império, passa a viver momentos caóticos em função de problemas enfrentados por outras regiões as quais esta mantém laços econômicos.
Porém, os mais lesados com esses acontecimentos são as nações consideradas subdesenvolvidas. Afinal estas são, em sua maioria, totalmente dependentes dos países protagonistas de tais insucessos. O renomado especialista em finanças, Peter Wahl acredita que tamanhas crises podem vir a gerar uma maior pobreza no mundo, isto porque os problemas existentes nos países pobres, segundo ele, com certeza se agravarão na medida em que as nações mais ricas passarem por dificuldades.
Não se pode esquecer também de outra conseqüência direta decorrentes de tais crises, o aumento das taxas de desemprego, que desta ultima vez se deu em maior proporção nos países desenvolvidos, a exemplo dos Estados Unidos, Japão e na União Europeia.
Atualmente,como se faz necessário que haja laços e relações comerciais entre nações de todo o globo, as crises certamente ocorrerão como uma cadeia inevitável. No entanto é importante que exista uma preocupação e cuidado da parte dos governantes para saber reconhecer os riscos inerentes a este sistema de integração econômica, buscando possíveis soluções para diminuir grandes impactos. Fazendo com que haja um desenvolvimento saudável e similar com amplitude global.
Driele Trindade
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